A Comissão Especial de Arbitragem do Conselho Federal da OAB definiu novas frentes de atuação para os próximos meses, com foco na capacitação da advocacia, no monitoramento da jurisprudência dos tribunais e no uso da inteligência artificial em procedimentos arbitrais. As iniciativas foram debatidas em reunião realizada na terça-feira (9/6), sob a condução do presidente do colegiado, Gilberto Giusti.
Entre as prioridades está a criação de programas de formação voltados à atuação prática de advogados em arbitragens. A comissão também iniciou a estruturação de um projeto nacional para acompanhar decisões judiciais relacionadas ao tema e identificar tendências da jurisprudência brasileira. “A advocacia precisa acompanhar de perto a evolução da arbitragem, tanto nos tribunais quanto nas transformações tecnológicas que impactam a prática profissional. Nossa proposta é produzir conhecimento e oferecer ferramentas que fortaleçam a atuação dos advogados na área”, afirmou Gilberto Giusti.
Os integrantes ainda discutiram a formação de grupos de trabalho dedicados à inteligência artificial aplicada à arbitragem, à organização de um repertório de decisões arbitrais e à produção da obra coletiva Advocacia na Arbitragem, que reunirá artigos de especialistas da área.
A reunião tratou também dos preparativos para o evento que marcará os 30 anos da Lei de Arbitragem, previsto para ocorrer em Brasília, e da participação da comissão na 25ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira.
